Obediência ou Sacrifício? Pregar a Palavra de Deus ou Cantar Hinos ao Senhor?


Textos Base:
“Porém Samuel disse: Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros.”
I Samuel 15.22

“Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.”
Hebreus 13.15

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”
Marcos 16.15

      Obediência ou Sacrifício? Podemos dizer que o Senhor espera que nós sejamos obedientes e também ofereçamos sacrifício que Lhe agrade. De fato, é a razão de estarmos aqui, para louvar e bendizer ao Senhor.
     
Sacrifício x Obediência

      A Palavra de Deus diz que devemos oferecer nosso louvor como sacrifício a Deus.

      Sabemos bem que o sacrifício que entregamos é mais que canções a Deus: acordamos cedo para irmos à Igreja, estudar a Bíblia; oramos e intercedemos pelas outras pessoas; procuramos dar um bom testemunho; trabalhamos na Igreja, nas festas, em prol do Reino de Deus. Mas veja, o Senhor se agrada do sacrifício, sim. Mas se agrada ainda mais dos que são obedientes.


      Na língua portuguesa, os verbos se apresentam em três modos: indicativo (eu vou, eu irei, eu fui, eu iria), subjuntivo (que eu vá, se eu fosse, quando eu for), e o modo imperativo (ide). O modo imperativo indica ordem.
      Em muitos textos da Bíblia Deus fala através de Seus profetas. Mas esta ordem – ide – foi dada diretamente por Jesus. Ele não mandou ninguém dizer isso em Seu lugar. Ele mesmo falou ide por todo o mundo pregar o evangelho.
      Jesus não estava pedindo. Não estava ensinando. Nem usando parábolas. Ele simplesmente mandou ir pregar o evangelho. É tão claro! Mas, infelizmente, nós achamos que Deus vai se agradar mais se passarmos o domingo inteiro na Igreja ao invés de passarmos na casa do nosso vizinho para falar do amor de Jesus. Nos sentimos tão oniscientes, ou donos de nós mesmos, que decidimos se obedecemos. Ou ainda, substituímos a obediência pelo sacrifico, tal como Saul fez.
      Tenho escrito muito sobre pregar o evangelho porque tenho visto muitas pessoas despreocupadas com as almas que estão morrendo sem Cristo, mas preocupadas com o hino que vão cantar, quem vai dirigir o culto, quem assumirá qual cargo. Ora, Jesus está voltando. E as almas que se perderem por não terem ouvido falar de Cristo serão cobradas de nós. “Como pode alguém nunca ter ouvido falar de Jesus?” Você pode pensar. “Com tantos programas na TV, nas rádios, tantas músicas. Todo mundo já ouviu falar de Jesus!” Pois bem, você foi até lá pregar? Não podemos esperar que outros façam nosso trabalho. Quando Jesus voltar, vai julgar nossas obras individualmente, e não enquanto Igreja. Então, se os cinco integrantes do Ministério de Evangelismo levaram sete ao conhecimento da Verdade, Jesus, não pense que você vai entrar na conta. Você ora, intercede, chega na Igreja cedo. Mas você precisa pregar!
     
Igreja x Templo

      Como dito antes, muitas pessoas se ocupam dos afazeres dentro da Igreja. Culto Jovem, Culto das Mulheres, Festa das Crianças, Homenagem ao Pastor; ornamentação; cargos – líder dos homens, líder do louvor, ministro de música, de educação; e por aí vai. A Palavra de Deus diz que precisamos fazer as coisas com ordem e decência, sim. E se fazemos para Deus precisa ser bem feito. Precisamos nos organizar para darmos a Deus o melhor, e até para recebermos as pessoas de fora. Mas que pessoas vão aparecer se nos ocuparmos somente das atividades do templo? que importa mais ao Senhor? Uma Igreja edificada na Rocha Eterna, ou com acabamento de mármore?
      A Igreja do Senhor somos nós, pessoas, não o templo. O templo que Salomão construiu com tanto esmero foi destruído quando Canaã foi invadida.
      Nos dedicamos ao serviço no templo como sacrifício. Mas o sacrifício é uma oferta. Oferta não se cobra. Mas, a obediência é cobrada. Se existe uma ordem, existe também uma conseqüência para seu cumprimento ou a negligencia da mesma. O serviço no templo não pode ser uma desculpa para desobedecermos o Senhor. Nem pode substituir a ordem de Deus. E a ordem não foi para pregar dentro da Igreja, do templo. Ide indica ação, movimento. Precisamos nos deslocar ao invés de esperar que visitantes simplesmente caiam do céu!

A Igreja Dispersa

“E todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos.”
Atos 8.1b

“Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra.”
Atos 8.4

      Precisamos nos dispersar. Até então, a Igreja Primitiva se reunia para adorar a Deus, e ensinar e pregar na região em que estavam. Com a morte de Estevão, os cristãos se dispersaram. Veja bem, eles não se separaram, eles se espalharam. Separar remete à desunião. Espalhar remete à lançar para diferentes lados (FERREIRA, 1993).
      Nós, Igreja, precisamos nos dispersar! Nos espalhar, sair de dentro do templo. Os que andavam dispersos iam por toda parte pregando o evangelho. Não adianta pregar dentro da Igreja, para as pessoas que já aceitaram a Cristo. Por isso existem os estudos, e cultos específicos para aqueles que já servem ao Senhor.
      Quando a Igreja se dispersou, Filipe encontrou o Etíope; pregou para ele, e ele se converteu. Imagine quantos outros não forma alcançados da mesma forma! E assim, a Palavra foi sendo disseminada mundo afora.


     
“Cornélios”

“O qual, fixando os olhos nele, e muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus;”
Atos 10.4

“E eles disseram: Cornélio, o centurião, homem justo e temente a Deus, e que tem bom testemunho de toda a nação dos judeus, foi avisado por um santo anjo para que te chamasse a sua casa, e ouvisse as tuas palavras.”
Atos 10.22

      No capitulo dez do livro de Atos temos a história de Cornélio. Ele era um homem bom: orava e dava esmolas aos pobres. Mas isso não era suficiente para que fosse salvo. Deus viu como ele era uma homem bom, e que lhe faltava apenas conhecer a Jesus e recebê-Lo como Senhor de sua vida. Deus então mandou que Pedro fosse até ele. Se Pedro se recusasse obedecer a Deus, com certeza Deus teria chamado outra pessoa. Ele não permitiria que um homem como Cornélio morresse sem receber a Salvação. Mas Pedro seria punido por sua desobediência.
      Sabemos que Pedro atendeu à ordem de Deus, e Cornélio e toda a sua família se converteu. Nossa obediência em ir e pregar o evangelho leva salvação não apenas a uma pessoa, mas a famílias inteiras. O Espírito Santo tem este poder. E esteja certo de que, se recusarmos a ordem do Senhor, Ele chamará outro. Sua obra não vai parar. Se for preciso, as pedras pregarão. Mas por que deixaremos que as pedras façam aquilo que devemos fazer? Vamos agradar ao nosso tão amado Senhor, obedecendo Sua ordem!

“E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estevão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns homens cíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor.”
Atos 11. 19-21

      Muitos creram. Eles creram porque a Igreja se dispersou, se espalhou para pregar. E não apenas aos que estavam perto, mas também aos que estavam longe. Não apenas aos judeus mas também aos gregos. Quantas vezes preferimos falar apenas com os crentes, e ignoramos os que não são? Preferimos fazer um culto onde há cristãos; ora, vamos aos bares, às ruas, às comunidades! Vamos pregar!
      Nós declaramos nosso amor por Jesus através de lindos hinos que cantamos na Igreja. Se O amamos tanto, vamos obedecê-Lo. Se Ele é tão bom, vamos falar dEle. Vamos sair de dentro do templo Igreja, e por todo o mundo pregar a Palavra de Deus.

“Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui”
Atos 17.6b

          Vamos chegar lá, também!
      Iniciaremos, em todas as Igrejas, uma nova campanha em prol de missões mundiais, nacionais e estaduais. Cada Igreja estipula um valor como alvo afim de encaminhar a missionários em campo. Mas este ano, traçaremos como alvo não apenas o apoio aos missionários, mas também nosso bairro. Teremos como alvo a salvação das pessoas que habitam onde a Igreja está situada. Então, partiremos para os bairros vizinhos. Vamos alvoroçar o mundo, se Deus quiser!
          Nós vamos chegar lá também!