Ideologia de Gênero e a Criação de Deus

Introdução

Ideologia de Gênero tornou-se um tema recorrente. Ouvimos sobre isso com frequência. Os debates sobre violência contra a mulher, preconceito racial e social abriram espaço para que militantes a favor da homossexualidade, transexualidade e transgêneros tivessem suas vozes ouvidas. Criou-se um grupo das ‘minorias’: se você luta por uma das causas, luta por todas.

Logo, a sociedade foi apresentada ao conceito da ideologia de gênero – não existe sexo ao nascimento. Não se pode determinar se a criança é um menino ou menina. A sexualidade é uma construção social, e a pessoa escolhe o que quer ser. Esse conceito, apesar de parecer novo, tem sua origem em Karl Marx e Friedrich Engels, que entenderam que a origem de todos os sistemas de opressão está na família, com a submissão da mulher ao homem, e que a família é resultado de uma opressão social.


A sociedade busca sempre novas formas de vencer as ‘opressões’ a que é submetida, tentando ignorar possíveis regras que proíbam ou condenem algum ato ou decisão tomada. Nesse caso, a sociedade milita contra as regras instituídas por Deus na criação do homem, da mulher, da família e da sociedade em si. Inclusive, introduzindo na educação infantil, os conceitos defendidos. A sociedade, porém, não atenta para o fato de que ninguém é forçado a acreditar em Deus ou a viver como Ele quer. É uma escolha pessoal. Da mesma forma, quem acredita em Deus não é obrigado a viver em conformidade com a sociedade.

A Criação de Deus

            Muitos não aceitam a teoria criacionista – Deus criador do universo e de tudo o que há nele. O problema que vejo hoje é de pessoas que defendem a criação de um homem nascido em corpo de mulher, ou de uma mulher nascida em corpo de homem. Deus é perfeito e tudo o que faz é perfeito. Eclesiastes 7:29 diz: ‘Assim, cheguei a esta conclusão: Deus fez os homens justos, mas eles foram em busca de muitas intrigas". Deus fez os homens justos, bons, perfeitos. Os homens buscaram as intrigas, a iniquidade, o pecado.
            Vejamos a criação do homem em Gênesis 2.7; 18 a 24:

Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente (...). Então o Senhor Deus declarou: "Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda". Depois que formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, o Senhor Deus os trouxe ao homem para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a cada ser vivo, esse seria o seu nome. Assim o homem deu nomes a todos os rebanhos domésticos, às aves do céu e a todos os animais selvagens. Todavia não se encontrou para o homem alguém que o auxiliasse e lhe correspondesse. Então o Senhor Deus fez o homem cair em profundo sono e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas, fechando o lugar com carne. Com a costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher e a trouxe a ele. Disse então o homem: "Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada". Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.

            Ao ser criado, o homem conheceu tudo o que Deus tinha feito, e percebeu que não havia ninguém semelhante a ele. Deus lhe fez a mulher, semelhante, na raça, mas diferente, no gênero. Ao criar o homem e a mulher, Deus criou também a família. A mulher foi designada para ser a perfeita contraparte do homem, nem superior, nem inferior, mas equivalente. Ambos são feitos à imagem e semelhança de Deus. A diferença é que o homem foi feito do pó da terra, e a mulher, da costela do homem. Pela forma como foi criada, a mulher está inseparavelmente ligada ao homem; a garantia da raça humana está estabelecida, e o fundamento do casamento também.
            Assim fez o Senhor, macho e fêmea, homem e mulher. Como vimos em Eclesiastes, Deus os fez justos. O homem foi designado como cabeça da família, e a mulher como edificadora do lar. São funções diferentes, mas igualmente importantes. Muitos questionam a submissão como papel da mulher, mas a ela não foi dada a ordem de morrer pelo homem – o homem, ao contrário, deve estar pronto a morrer por sua mulher. Morrer pela mulher significa fazer de tudo por ela. Por que não ser submissa a um marido que faça de tudo pela esposa? É claro que existem homens e mulheres, dentro da igreja inclusive, que não entendem isso – maridos abusam da autoridade concedida e maltratam suas esposas. Esse não é o comportamento determinado por Deus, e por causa destes, a sociedade acaba por enxergar a Bíblia como um livro machista e ultrapassado.
            Se fosse vontade de Deus que o homem se relacionasse com outro homem, teria criado dois homens. Os dois ao coabitarem, teriam filhos. Da mesma forma aconteceria se fossem duas mulheres. Mas Deus escolheu fazer macho e fêmea.

A Ideologia de Gênero e a Criação de Deus

Mais uma vez digo – ninguém é obrigado a acreditar que Deus criou o mundo, que fez Adão e Eva; que Jesus morreu para que os homens tenham vida eterna, e possam estar na Nova Jerusalém com Deus. Mas ninguém pode nos obrigar a não acreditar no que Deus diz! Deus não fez o homem em um corpo de mulher e nem a mulher em um corpo de homem. Ora, por que isso acontece, então?
Afirmar que Deus criou o homem da forma que ele se aceita, e que Deus também o aceita assim, provoca a ira de Deus. A ira de Deus leva ao abandono das pessoas às consequências de seus próprios erros. Como vemos em Romanos 1:24: Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos dos seus corações, para a degradação dos seus corpos entre si’.
 quem defenda que as pessoas já nascem homossexuais, ou com não conformidade de gênero (gender non-conforming), alegando que desde pequenas as crianças já demonstram traços de sua orientação sexual.  Li reportagens sobre mães alegando que seus filhos com idade entre 1 e 3 anos se recusavam a vestir roupas de meninos e gostavam de vestidos. Uma criança de 2 anos sabe o que é roupa de menino e roupa de menina? Uma criança de 2 anos escolhe o que vai vestir? Isso quer dizer que se uma criança de 2 anos quiser ir a uma festa de casamento usando apenas uma cuequinha, sua mãe vai deixar, mesmo se estiver frio, porque ele escolheu?
Não quero dizer que as crianças não têm vontade ou não sabem nada – longe disso – as crianças são extremamente espertas e voluntariosas. É aí que papai e mamãe entram em cena para dar limites a elas! Crianças educadas sem limites tornam-se adultos problemáticos, geralmente criminosos, pois acham que podem tudo sempre, e acabam desrespeitando as leis e os demais cidadãos. São os pais que vão educar a criança no caminho em que devem seguir. Ensiná-la a ser homem ou mulher. Não quero dizer que exista um curso ou uma lista tipo ‘dez coisas para se ensinar ao menino’ ou ainda ‘como ser uma menina’. Não é isso. O exemplo que os filhos têm de seus pais e pessoas próximas é fator importantíssimo para os adultos que eles se tornarão. Exemplo. A forma como o marido trata sua esposa ensinará ao filho como tratar sua esposa no futuro, e à filha como escolher seu marido. Da mesma forma, o modo como a esposa trata o marido é observado e será exemplo para filhos, meninos e meninas, quando crescerem.
O exemplo, a estrutura familiar, o ambiente: todos são peça-chave para o desenvolvimento sadio de uma criança. Nem sempre pai e mãe estão presentes; então, cabe aos responsáveis proporcionarem tudo o que for necessário para esse desenvolvimento.
Ao falar de desenvolvimento sadio, refiro-me ao espírito. Aos não-cristãos: transtornos sexuais não são doenças físicas, mas espirituais. Não têm tratamento com remédio; surras também não são opção. Não adianta discriminar, isolar, ignorar, maldizer. Nenhum crente deve fazer isso. Não foi o que Jesus nos ensinou.
As doenças espirituais vêm como consequência do pecado. As crianças não nascem sob pecado ou condenadas. O erro está nos pais que não as educam nos caminhos do Senhor: “Instrua a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”. Provérbios 22:6.
Não adianta ignorarmos o fato de que o Diabo veio para matar, rouba e destruir. Há quem acredite que os crentes ‘demonizam’ tudo. Há coisas que os homens fazem, e as coisas que o Diabo faz, sim! Ele odeia o homem. O maior triunfo que o homem tem na terra é a família; logo, ele odeia a família, e faz de tudo para destruí-la. Sem a família, não há humanidade. Como nascerá alguém se não for da união entre homem e mulher? O Diabo sabe disso, e se esforça com todas as forças para aniquilá-la. Se falhamos em educar nossos filhos nos caminhos do Senhor, eles se tornam presas fáceis do inimigo – então vem o pecado, com suas mazelas.
O menino nasce menino e a menina nasce menina. Não é predestinação e muito menos condenação. É obra de Deus que nos criou dessa forma, e conhece a cada um desde o ventre: ‘Nos teus braços fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe’Salmos 22:10. Deixar que o Estado ou a sociedade definam o que é melhor para nós, nossas famílias e nossos filhos em relação à educação, orientação ou crença é ignorar o que Deus quer para nós. A paz, a verdadeira paz, somente é possível com Jesus. ‘Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize’João 14:27. Que paz é esta? É deitar à noite tranquilo, mesmo que haja tiroteios, guerras, falta de dinheiro, de comida, de água, de amigos, de saúde. Parece exagero, mas quem vive com Jesus entende, e sabe como passar por tudo isso em paz. Diferentemente daqueles que preferem ceder a desejos carnais ou imposições da sociedade. Uma pesquisa publicada em agosto de 2015 apresenta número alarmante de trangeneros que cometem suicídio após realizarem cirurgia para troca de sexo. Sofrem de ‘confusão de gênero, como diz o estudo. Onde está a paz para essas pessoas?
            Mas vale sempre lembrar que mesmo em meio à ira, a graça de Deus opera, pois Ele procura levar de volta para junto de si todos os que se perdem no pecado. Nunca é tarde demais para Jesus mudar uma situação. Precisamos, contudo, estar firmas em oração, observando o que nossas crianças aprendem e educando-as segundo a vontade de Deus. Afinal, não somos obrigados a aceitar que nossos filhos nascem sem sexo. Cabe à nós fazermos nossa parte.

Referências:

3. Almeida, João Ferreira de. A Bíblia da Mulher. Almeida Revista e Atualizada. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003. 2ª Edição.