Dançando Para Deus


Saltando Com Todas As Forças Diante De Deus

        Deus nos chamou e nos deu, a cada um de nós, dons e ministérios. Alguns Deus chamou para profetas. Outros, para profetas que dançam.  Para adorar na congregação com danças e adufes. Para saltar com todas as forças diante dEle.

        Dançar não é apenas mexer as mãos. Todo nosso corpo faz parte da adoração, e todo ele deve ser usado. Com liberdade, pois onde há o Espírito do Senhor há também liberdade.

        Não devemos nos envergonhar. O Senhor fez nossos corpos justamente para seu louvor. E nos deu o dom de dançar para o adorarmos.

        Não devemos também ignorar que todas as coisas feitas para o Senhor precisam ser bem feitas. Nós, profetas que dançam, precisamos nos aprimorar, aprender técnicas a fim de apresentarmos o louvor cada vez melhor para Deus. 

        Precisamos também ter um coração adorador. Dançar por dançar é o que os bailarinos no mundo fazem. Nós dançamos para a glória do Senhor Jesus. Cada movimento é para Ele. Todo o corpo é para Ele. Giros, marcações, passos, saltos, com todas as forças diante de Deus!

        Deus, além de nos separar também para dançar diante Dele, nos dá a possibilidade de fazê-lo nos mais diversos ritmos e estilos que existem. O Senhor é o criador de tudo! Por isso, somos livres para dançar o samba, o folk, o break, o axé, o funk, o jazz, o moderno, o ballet clássico... todas as danças pertencem ao Senhor!
Confira:
História do Ballet Clássico e do Jazz Dance
             
O ser humano sempre se expressou através da dança.
            Indicar a data em que a dança surgiu é quase impossível. Por ser uma representação corporal presente em todas as sociedades e manifesta em todos os povos, e em distintas formas, pode-se afirmar que a dança surgiu juntamente com o homem. Na vida primitiva, a dança presidia todos os acontecimentos, como nascimentos, casamentos, mortes; para agradecer pela vida, pela saúde; representando fertilidade, comunhão com os homens e com a natureza. As manifestações através dos movimentos corporais são citados até mesmo na Bíblia, na história do povo de Israel, como demonstração de alegria e agradecimento a Deus (Êxodo 15 e 2 Samuel 6); e ainda para sedução (Mateus 14).
            Com o tempo, as formas e os movimentos superaram o sentido simbólico, dando lugar a movimentos representados em apresentações de um estilo teatral conhecido como pantomima. As fontes desse movimento surgem no sécula xiv, na Itália, durante o Renascimento. Nesta época, os “atores” se expressavam através da fisionomia e de movimentos corporais, sem preparo prévio. Porém, a prática leva à perfeição. Os movimentos que antes eram bruscos, hoje são moldados detalhadamente, exigindo técnica, treino, suor.
            Este escrito apresenta a história do ballet clássico e do jazz dance, dois estilos de dança que foram criados e se desenvolveram ao longo da história da humanidade.
            O ballet é a dança mais complexa que existe. Seus movimentos que não se limitam somente ao chão, explora também o ar em saltos surpreendentemente belos. O preparo necessário para a execução de cada movimento, a graciosidade dos bailarinos misturadas a força é o que dá toda a grandeza dessa arte doce e forte. Os principais postulados do balé se resumem na posição ereta, na prática do en dehors – giro exterior dos membros inferiores -, no corpo vertical e na simetria.
            O jazz dance é uma forma de dança moderna, fortemente influenciada pelos sons, ritmos, técnicas de jazz e música. A dança, tal como a música, é muito individual, com uma ênfase na valorização das competências individuais.
É também conhecido por ser fortemente imprevisível, graças às suas influências africanas. As movimentações dos bailarinos de jazz podem ser lentas, graciosas, ou eles podem se mover com agilidade e rapidez, executando saltos fantásticos e outras proezas.



1. História do Ballet Clássico
            A palavra “ballet” tem origem na palavra ballare (baila) e também na palavra ballator (bailarino). Originalmente, “balleto”.
            O ballet clássico teve sua origem nas danças coral cortesã e mourisca. Os espetáculos eram formados por grupos de figurantes, que eram os próprios cavalheiros da corte, e em certas ocasiões contava com a participação das damas. Os figurantes formavam as Entradas de Mouriscas, utilizando trajes que caracterizavam seus personagens. Havia entre cada número um intervalo; cada grupo fazia sua participação, e ao final todos se reuniam para dançarem juntos.
            Os espetáculos ganharam maior dramaticidade na Itália e os temas da mitologia clássica substituíram os dos romances medievais. A dança pantomímica passou a ser executada por bailarinos profissionais e transformada em espetáculo público.
            O nascimento do ballet, como arte, pode ser marcado pela cerimônia de casamento do Duque de Milão com Isabel da Ararão, quando aconteceu a primeira apresentação do gênero. Em 1533 houve uma nova apresentação, na França, celebrando o casamento de Catarina de Médicis e Henrique II. A experiência foi tão marcante para a rainha, que em 1581 ela criou o “Comique de La Reine”, agora para o casamento de sua irmã. Neste mesmo ano foi composta pelo músico italiano Baldassarino a primeira peça dramática, “Ballet de Circé”. Porém, a França tornou-se cenário para o florescimento desta dança, importando inclusive vários números italianos.
            Em 1661, o rei Luís XIV fundou a Academia Real de Ballet e a Academia Real de Música. Impulsionada pela criação da Academia de Dança, o ballet passou a ocupar os teatros.
            Os artistas que se apresentavam eram sempre  do sexo masculino. Seus trajes e suas máscaras eram pesados, e dificultavam os movimentos e as coreografias. As mulheres foram incluídas como bailarinas em 1681, por Lully, em seu "O Triunfo do Amor". Os passos eram baixos e sem saltos. Os grandes saltos foram incorporados à técnica pelo grande bailarino Ballon. As cinco posições básicas dos pés foram elaboradas por Pierre Beauchamp. Raoul Feuillet realizou a primeira tentativa de notação de dança com sua "Coreografia ou Arte de Escrever a Dança". As mulheres passaram a se destacar e contribuíram para o aperfeiçoamento da arte. Marie Camargo criou o jeté, o pas de basque e o entrechat quatre, além de encurtar os vestidos até acima dos tornozelos e calçar sapatos sem saltos.
            Em 1713, foi inaugurada a Escola de Dança da Ópera. O Balé revestiu-se de uma aura nobre, uma vez que até mesmo o Rei Luiz XIV, em sua infância, chegou a cursar aulas desta dança clássica, exibindo-se diante da Corte ao completar 12 anos. Algum tempo depois, o monarca criou a Académie de Musique et de Danse, eliminada em 1780.
Jean Georges Noverre foi a figura mais importante da dança no século XVIII. Além de vários bailados, foi autor de "Lettres sur la Danse et les Ballets", que trazia leis e teorias do balé. Ele afirmava que o balé é uma arte nobre, destinada à expressão e ao desenvolvimento de um tema. Criou o balé dramático, onde a história é contada através de gestos. Reclamava maior expressão na dança, simplicidade e comodidade nos trajes, além de mais vastos conhecimentos para os "maitres de balé" e a necessidade de um tema para cada balé. A partir daí, Gaetan e Auguste Vestris criaram novos passos.
            A partir de 1830, teve início a fase do balé romântico, inaugurado por Marie Taglioni. Assim, as bailarinas se tornaram seres quase irreais, em um ideal de imaterialidade. Toda a técnica e estética da dança foi revolucionada. Taglioni criou o sapato de ponta, dando às bailarinas a possibilidade de executar proezas técnicas e aparência de flutuar nas pontas dos pés, além do tutu - vestido semi-longo, de tule, com corpete justo, possibilitando liberdade total para os movimentos. Sua mais famosa criação foi "La Sylphide" (1832). Jean Coralli criou "Giselle" em 1841, um dos maiores bailados tradicionais, de caráter dramático e emotivo. Jules Perrot produziu "Pas de Quatre", em 1845. Em 1870, Arthur de Saint-Léon criou "Coppélia", com música de Delibes.
Quando esta era entrou em declínio, o pólo de criação deslocou-se de Paris para São Petersburgo, na Rússia. Foi um russo, Serge Diaghilev, que inaugurou o período do balé moderno, com uma companhia própria. Neste cenário apareceram artistas que se tornariam famosos, como Marius Pepita, que junto com Cecchetti e Ivanov criou "Quebra-Nozes", em 1892; e como Lev Ivanov criador de "A Bela Adormecida", em 1890. Todos com música de Tchaikovski, como a maioria dos grandes balés russos. Pepita inclusive preparou vários bailarinos de grande talento. Pelas mãos de Enrico Cecchetti passaram os mais famosos nomes da dança internacional, como Anna Pavlova. A coreografia foi revolucionada por Fokine, que pôs em prática os ideais de Noverre. A dança deveria ser interpretativa, mostrando o espírito dos atores, em harmonia com a música e a arte plástica. O mais célebre bailado de Anna Pavlova - A Morte do Cisne - foi criado por ele, além de 68 bailados, representados no mundo inteiro. Era o impulso inicial para a geração da Escola Russa de Balé, que se disseminaria principalmente pelos EUA e pela Inglaterra. Na década de 60, consagra-se o Bolshoi de Moscou, até hoje celebrado em todo o mundo.
            Em nosso país, o primeiro espetáculo de balé clássico foi montado em 1813, no Rio de Janeiro, nos palcos do Real Teatro de São João, com a direção de Lacombe. Mas esta arte só floresceu no Brasil no século seguinte, com a celebração das companhias russas de Diaghilev e de Pavlova, na mesma cidade, só que agora no Teatro Municipal. Posteriormente, nasceram talentos como os de Dalal Achcar, Márcia Haydée, Tatiana Leskova, Ana Botafogo, entre outros.
2. História do Jazz Dance

            O Jazz é uma forma de expressão pessoal criada e sustentada pelo improviso. Na sua origem a Dança Jazz tem raízes essencialmente populares. Com uma evolução inicial paralela à da música Jazz, surgiu nos EUA no final do século passado. Pode-se afirmar, inclusive,  que nasceu diretamente da cultura negra.

          No início, nas viagens dos navios negreiros da África para os Estados Unidos, os negros que não morriam de doenças eram obrigados a dançar para manterem a saúde. As danças tradicionais dos senhores brancos eram as polcas, as valsas e as quadrilhas, e os negros os imitavam para ridicularizá-los, mas dançavam de acordo com a visão que tinham da cultura européia, e misturando um pouco com as danças que conheciam, utilizando instrumentos de sua cultura. Dessa forma, surgiu o jazz,  que era uma mistura da imitação dos ritmos europeus com os costumes naturais dos negros.

          Em 1740, os tambores foram proibidos no sul dos Estados Unidos para evitar insurreições (revoltas) dos negros. Assim, para executar suas danças, eles foram obrigados a improvisar com outras formas de som, como palmas, sapateados, e o banjo. Mais uma vez, a dança dos negros dava um salto, aproximando ainda mais com o jazz que conhecemos atualmente.

         No início deste século, as danças afro-americanas começaram a entrar para os salões, e a sofrer novas influências: do can-can e do charleston, principalmente. Logo, essa dança que se pode até chamar de "mista", tomou conta dos palcos da Broadway, se transformando na conhecida comédia musical que, por sua vez, é o segundo nome dado à dança mais conhecida como jazz.

          Modern Jazz Dance, Soul Jazz, Rock Jazz, Disco Jazz, Free Style e Jazz, são algumas das designações que hoje em dia vão sendo utilizadas para denominar os numerosos aspectos de que se reveste esta forma de expressão artística. No Brasil além destas designações, a generalização, tem sido freqüentemente exagerada a ponto de considerar determinadas formas de ginástica ou atividade física, englobadas no mesmo termo.

         Jack Cole, é por alguns considerado o pai da dança Jazz, foi um dos primeiros a interagir  fundamentos da Dança Moderna e sua técnica de isolamento das partes do corpo. Sua técnica viria a influenciar toda uma geração como Matt Mattox, entre outros.

         O jazz tem certas características marcantes, incluindo a isolação, uma explosão de energia que se irradia dos quadris e um ritmo pulsante que dá o balanço certo e a qualidade do movimento. O comentário artístico e crítico, entretanto, geralmente acha o jazz uma dança de pouco valor coreográfico, por ser uma mistura de vários estilos pessoais derivados de um processo de improvisação, que organizados formam uma coreografia.

         As diferentes técnicas do Jazz, tem demonstrado que muitos princípios foram herdados do Ballet Clássico e da Dança Moderna, e alguns professores tem divulgado e desenvolvido seus métodos de fundamentação técnica para a formação do bailarino cada vez mais ecléticos. Até hoje, o Jazz tem sido uma das formas mais importantes da expressão artística.


    Referências
    A História do Ballet. Disponível em:

    História do Ballet Clássico. Disponível em:

    Breve História do Ballet Clássico. Disponível em:

    História do Jazz Dance. Disponível em:

    História do Jazz Dance. Disponível em:

    História do Jazz Dance. Disponível em:

    Imagens: Arquivo Pessoal